quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Imprevistos

Estava quase anoitecendo, a cada pedalada eu me sentia mais perto, então peguei a rua central, estava toda iluminada, era simplesmente incrível com seu jogo de luzes e tal, foi a primeira vez que eu me sentia livre.

(estava tal imagem no muro)


Uma, duas, três horas pedalando, eu simplesmente não me cansava, até que uma viatura mandou que eu encostasse o meu veículo.

Encostei, muito aprendido, e foi o que mais me surpreendeu. Olhei para o lado e minha vó estava sentada do lado do policial falando vários agradecimentos para ele. Até que ela me lançou aquele olhar 43 e me disse:

- Leonard Frederic III, eu gostaria de saber onde o senhor vai com tanto entusiasmo.

- Pow, vó - aquela velha me caçaria até o inferno - eu disse que iria atrás de um amigo e a senhora não vai me impedir.

- SENHORA ESTÁ NO CÉU, FREDERIC, SUBA NO CARRO AGORA.

Bom, sem mais nem menos, subi no carro, percebi que não era daquele jeito que poderia salvar Sabrino, e então é daí que comecei a pensar em um plano mirabolante para deixar aquela casa e ir a procura de Sabrino, ele poderia estar morto aquela hora, mas daria tudo para ver aquele sorriso de coelhinho de novo hehe.

Foi então que minha vó se virou para o policial e disse:

- Obrigada senhor policial, você é simplesmente um anjo por salvar meu neto. Mas, ao menos, será que eu poderia saber o nome do meu herói?

- Hahaha! Que isso senhora, o meu nome é Vitor, mas se a senhora quiser pode me chamar de Ciotti.

Foi então que o policial enquanto dirigia tirou uma rosquinha do bolso de uns dias atrás e começou a devorar. Ele se virou para mim, e disse:

- Você quer?...

- Não, obrigado.

- Não amigo, você não me deixou de terminar... Você quer sair da frente do vidro, meu retrovisor está quebrado e vou ter que fazer baliza para estacionar esse bom exemplar de carro.

- Ahn, sim.

Até que enfim chegamos em casa, minha vó disse tchau para o Ciotti de um jeito bem meigo e eu esperei ela sair do carro. Me voltei para Ciotti e perguntei:

- O senhor saberia me falar se sabe do desaparecimento de algum Sabino por essa cidade?

- Eu não poderia te falar, mas esse nome me parece familiar...

- Mas eu precisava realmente desse dado senhor, parece que meu amigo se perdeu.

- E é por isso que você estava andando de bicicleta? A sua vó me disse que você estava indo direto para a cracolândia.

- A minha vó não sabe o que fala, ela me odeia.

E de repente:

- FREDERIC, JÁ PARA DENTRO, JÁ PASSOU DAS 20H, HORA DE DORMIR...

- Parece que eu não vou saber mais nada sobre Sabino, boa noite senhor guarda.

- Espere menino, fiquei muito interessado pelo seu caso e sinto que devo ajudar-lhe, toma o meu número, amanha passo aqui às 9h e nós vamos em busca do seu amigo.

- Obrigado senhor guarda.

Bati a porta do carro com muita esperança de encontrá-lo, assim tomei um banho e esperava o amanhã ansiosamente.


domingo, 11 de dezembro de 2016

Em Busca do Sabrino Perdido

Acordava eu, quando lembrei (da mensagem), então tomei uma banho bem rápido e fui falar com a minha vó, que era a parte mais difícil para iniciar a busca.

- Vó, eu tenho que ir em busca do meu amigo, eu acho que eu volto logo...

- E desde quando você tem amigos, Leonard?

- Ehh -aquilo tinha doido mais do que pisar descalço em um lego mordido pelo cachorro da sua tia em um domingo chuvoso- Vó, sério,eu preciso ir, ele se perdeu, eu tenho que encontrá-lo, ele é meu melhor amigo.

- Você não vale nada, falei só para fazer amizade com pessoas da igreja e você fica inventando de ser amigo desses cracudinhos, você sabe que tem sinusite e não pode ficar fumando narguilé, Leonard.

- Puta merda vó, só me deixa ir, eu tenho que sair, eu vou dar uma volta.

- Você quem sabe Leonard, você quem sabe...

Peguei meu minha capa de chuva, uma maçã, uma garrafa de água, e umas bolachas recheadas para iniciar minha busca...

Me dei conta do pior, percebi que eu não fazia ideia de onde ele estava, mas lembrei de uma coisa...

Ele, sim, meu amigo do peito, tinha me dado uma bussola, cuja guiava sempre até ele, ele me deu aquilo na escola, falou pra mim se caso algum valentão, com sangue nos olhos, do tipo Paulo corresse atrás de mim, ir atrás de onde a bussola apontava, assim, ao ver Sabino, Paulo sempre se assustava e ia embora.

Agora eu estava pronto, fui até o posto Alvorada, calibrei os pneus da minha bike e colei a bussola no guidão da minha bicicleta, com os meus fones de ouvido, ouvia essa música e já estava com fé em mim mesmo que iria conseguir.

Ia em direção da bussola, seguindo a ciclovia, na minha, EU IRIA ACHÁ-LO.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A Mensagem

"Olá caro amigo, não tenho muitos amigos, eu nem sabia que poderia incluir você a um deles, mas eu preciso que alguém me ajude. Estou preso em algum lugar é muito escuro. Eu simplesmente estava dormindo e quando acordei não me dei conta que estava tudo escuro, estou com medo de me movimentar e minha bateria está com 5%, ou  você me ajuda, ou me deixa morrer..."

Além disso tinha uma foto anexada, então você que é fraquinho nem olhe depois destas linhas...

 

E essa foi a mensagem que eu recebi. 

Como estou muito cansado vou dormir e amanhã eu começo a procurar, espero que ele não fique com muito medo, muita sabinagem pra vocês, beijos.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Gênesis

Acordei...

Abri a janela, o céu ainda estava escuro  e olhei a lua, lembrei que tinha que ir para o lugar que eu mais odiava no mundo a escola, não tinha nada e nem ninguém que poderia me salvar deste lamento, mas eu já tinha aceitado que virei um Sadbrino e que as coisas ficariam cada vez mais Sombrias. Eu tinha que aceitar, era meu destino, não que eu acreditasse em destinos, mas pelo motivo da existência desse Ser Humano (?) eu comecei a aceitar...

- MEEEENIIIIINOOOOO, JÁ PRO BANHO!

Era minha mãe vó que gritava como sempre, eu já tava cansado (de ouvir gritos? não, de tomar banho mesmo), então fui até o banheiro e deixei a água fluir pela minha pele. A cada gota de água me sentia mais Sad, não era possível, alguma coisa estava mudando em mim, eu não era mais o mesmo, antes eu pensava que já tinha me adaptado, mas entendi que as adaptações estavam acontecendo de dentro para fora.

Mexi no meu cabelo, percebi estar mais liso, COMO ASSIM?!!!, antes ele era cacheado, mas agora ele estava liso, vi a minha vó me chamando...

Abaixo imagens do ocorrido...



- VOCÊ USOU MEU CONDICIONADOR, SEU FILHO DE MARIA! (palavrões substituídos por palavras avulsas).

- Anh, por isso tá liso - mas as transformações brevemente iam chegar...

Fui a escola mas tinha algo estranho, não vi o Sabino em lugar algum, tive aula normal e voltei para a casa, até que recebi uma mensagem dele.

Então desbloqueei o celular e li a seguinte mensagem... 

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Adaptação

Assim então continuarei a minha história até o presente momento...
Após dividir um pedaço de lanche com o Sabrino no ônibus já sabia que eu não era mais o mesmo, sabia que isso mudaria meu dia daquele dia em diante, sabia que as peripécias que passaria eram muito mais do que aguentar os pitis da minha avó.

Foto tirada na janela da condução a caminho da escola...



Foi ai que aproveitei a oportunidade e perguntei a ele.

- Com licença, eu sei que é falta de educação falar com um estranho enquanto ele está comendo (de onde eu tirei isso?), mas você poderia me falar ao menos o seu nome, já que pediu um pedacinho do meu pão e eu cedi?

Ele me olhou de cima a baixo, viu que tinha algo estranho comigo, parecia que nunca ninguém tinha perguntado o nome dele antes, até que ele terminou de engolir o pedaço de pão, chegou perto da minha orelha e sussurrou:

- Não posso te falar aqui...

Eu não entendi porque diachos ele não quis me falar o nome dele, até que no próximo ponto ele me fez descer. Ele sentou no banco da praça comigo e chegou bem perto da minha orelha e disse Lucas Sabino. Por mais que ele tivesse um nome, o segundo soou bem melhor nos meus ouvidos, e fez eu esquecer de tudo que me incomodava, quer saber, era isso que eu precisava ser,

UM SABINO

E foi assim que eu me tornei amigo dele, essa grande trajetória de adaptação foi ficando cada vez mais aconchegante e frequente, até que percebi que já tinha adquirido o seu sobrenome (mesmo sem ter precisado casar com ele)... 

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

The Big Bang Brin

Eu pensei que eu era normal, eu realmente pensei que poderia acordar todo dia me olhar no espelho e me sentir uma pessoa feliz. Até que algo aconteceu. Eu acordei, era um dia como os outros, a minha vó veio me dar o "Bom Dia" seco dela e eu sentei na mesa para fazer meu breakfast.

Minha vó veio ao meu lado e disse:

- Eu não sou sua mãe, eu sou sua vó.

- Mas eu já sabia disso vó, não tem como ter uma mãe tão velha assim.

De repente ela me deu um soco na jugular que me desceu o pãozinho que tava entalado na minha garganta  e eu comecei a chorar, fui pra escola e esqueci de fazer xixi e entrei no ônibus apertado.

Foi ai então que eu conheci Ele, Sabrino, Sadbrino, Saybrino, Salbrino (...) ele puxou assunto comigo no ônibus pra me pedir um pedaço do meu pão com mortadela. No começo eu achei estranho, pois seu rosto era vermelho da cor da mortadela, mas eu sabia que mesmo suado e vermelho dentro dele tinha algo muito bom, um coração (talvez).

E então ele sentou do meu lado e pediu o pedaço de pão, eu cedi e ele me deu um sorriso como quem diz obrigadão, eu não aguentei, comecei a chorar e contei a ele tudo que tinha acontecido na minha vida, os fatos, minha vó (sogra do meu pai) não era a minha mãe e eu já estava cansado de todas essas coisas, da minha vó me tratar de um jeito tão banal que nem parecia ser neto dela de verdade.

Eu bem Sad versão mocinha


Pois é, então eu criei esse blog para que todos Sads venham se interagir, até porque no meu celular não tem mais memória pra baixar twitter tive que optar por essa fonte de segunda categoria.