segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Gênesis

Acordei...

Abri a janela, o céu ainda estava escuro  e olhei a lua, lembrei que tinha que ir para o lugar que eu mais odiava no mundo a escola, não tinha nada e nem ninguém que poderia me salvar deste lamento, mas eu já tinha aceitado que virei um Sadbrino e que as coisas ficariam cada vez mais Sombrias. Eu tinha que aceitar, era meu destino, não que eu acreditasse em destinos, mas pelo motivo da existência desse Ser Humano (?) eu comecei a aceitar...

- MEEEENIIIIINOOOOO, JÁ PRO BANHO!

Era minha mãe vó que gritava como sempre, eu já tava cansado (de ouvir gritos? não, de tomar banho mesmo), então fui até o banheiro e deixei a água fluir pela minha pele. A cada gota de água me sentia mais Sad, não era possível, alguma coisa estava mudando em mim, eu não era mais o mesmo, antes eu pensava que já tinha me adaptado, mas entendi que as adaptações estavam acontecendo de dentro para fora.

Mexi no meu cabelo, percebi estar mais liso, COMO ASSIM?!!!, antes ele era cacheado, mas agora ele estava liso, vi a minha vó me chamando...

Abaixo imagens do ocorrido...



- VOCÊ USOU MEU CONDICIONADOR, SEU FILHO DE MARIA! (palavrões substituídos por palavras avulsas).

- Anh, por isso tá liso - mas as transformações brevemente iam chegar...

Fui a escola mas tinha algo estranho, não vi o Sabino em lugar algum, tive aula normal e voltei para a casa, até que recebi uma mensagem dele.

Então desbloqueei o celular e li a seguinte mensagem... 

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Adaptação

Assim então continuarei a minha história até o presente momento...
Após dividir um pedaço de lanche com o Sabrino no ônibus já sabia que eu não era mais o mesmo, sabia que isso mudaria meu dia daquele dia em diante, sabia que as peripécias que passaria eram muito mais do que aguentar os pitis da minha avó.

Foto tirada na janela da condução a caminho da escola...



Foi ai que aproveitei a oportunidade e perguntei a ele.

- Com licença, eu sei que é falta de educação falar com um estranho enquanto ele está comendo (de onde eu tirei isso?), mas você poderia me falar ao menos o seu nome, já que pediu um pedacinho do meu pão e eu cedi?

Ele me olhou de cima a baixo, viu que tinha algo estranho comigo, parecia que nunca ninguém tinha perguntado o nome dele antes, até que ele terminou de engolir o pedaço de pão, chegou perto da minha orelha e sussurrou:

- Não posso te falar aqui...

Eu não entendi porque diachos ele não quis me falar o nome dele, até que no próximo ponto ele me fez descer. Ele sentou no banco da praça comigo e chegou bem perto da minha orelha e disse Lucas Sabino. Por mais que ele tivesse um nome, o segundo soou bem melhor nos meus ouvidos, e fez eu esquecer de tudo que me incomodava, quer saber, era isso que eu precisava ser,

UM SABINO

E foi assim que eu me tornei amigo dele, essa grande trajetória de adaptação foi ficando cada vez mais aconchegante e frequente, até que percebi que já tinha adquirido o seu sobrenome (mesmo sem ter precisado casar com ele)...