terça-feira, 11 de outubro de 2016

Adaptação

Assim então continuarei a minha história até o presente momento...
Após dividir um pedaço de lanche com o Sabrino no ônibus já sabia que eu não era mais o mesmo, sabia que isso mudaria meu dia daquele dia em diante, sabia que as peripécias que passaria eram muito mais do que aguentar os pitis da minha avó.

Foto tirada na janela da condução a caminho da escola...



Foi ai que aproveitei a oportunidade e perguntei a ele.

- Com licença, eu sei que é falta de educação falar com um estranho enquanto ele está comendo (de onde eu tirei isso?), mas você poderia me falar ao menos o seu nome, já que pediu um pedacinho do meu pão e eu cedi?

Ele me olhou de cima a baixo, viu que tinha algo estranho comigo, parecia que nunca ninguém tinha perguntado o nome dele antes, até que ele terminou de engolir o pedaço de pão, chegou perto da minha orelha e sussurrou:

- Não posso te falar aqui...

Eu não entendi porque diachos ele não quis me falar o nome dele, até que no próximo ponto ele me fez descer. Ele sentou no banco da praça comigo e chegou bem perto da minha orelha e disse Lucas Sabino. Por mais que ele tivesse um nome, o segundo soou bem melhor nos meus ouvidos, e fez eu esquecer de tudo que me incomodava, quer saber, era isso que eu precisava ser,

UM SABINO

E foi assim que eu me tornei amigo dele, essa grande trajetória de adaptação foi ficando cada vez mais aconchegante e frequente, até que percebi que já tinha adquirido o seu sobrenome (mesmo sem ter precisado casar com ele)... 

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