domingo, 11 de dezembro de 2016

Em Busca do Sabrino Perdido

Acordava eu, quando lembrei (da mensagem), então tomei uma banho bem rápido e fui falar com a minha vó, que era a parte mais difícil para iniciar a busca.

- Vó, eu tenho que ir em busca do meu amigo, eu acho que eu volto logo...

- E desde quando você tem amigos, Leonard?

- Ehh -aquilo tinha doido mais do que pisar descalço em um lego mordido pelo cachorro da sua tia em um domingo chuvoso- Vó, sério,eu preciso ir, ele se perdeu, eu tenho que encontrá-lo, ele é meu melhor amigo.

- Você não vale nada, falei só para fazer amizade com pessoas da igreja e você fica inventando de ser amigo desses cracudinhos, você sabe que tem sinusite e não pode ficar fumando narguilé, Leonard.

- Puta merda vó, só me deixa ir, eu tenho que sair, eu vou dar uma volta.

- Você quem sabe Leonard, você quem sabe...

Peguei meu minha capa de chuva, uma maçã, uma garrafa de água, e umas bolachas recheadas para iniciar minha busca...

Me dei conta do pior, percebi que eu não fazia ideia de onde ele estava, mas lembrei de uma coisa...

Ele, sim, meu amigo do peito, tinha me dado uma bussola, cuja guiava sempre até ele, ele me deu aquilo na escola, falou pra mim se caso algum valentão, com sangue nos olhos, do tipo Paulo corresse atrás de mim, ir atrás de onde a bussola apontava, assim, ao ver Sabino, Paulo sempre se assustava e ia embora.

Agora eu estava pronto, fui até o posto Alvorada, calibrei os pneus da minha bike e colei a bussola no guidão da minha bicicleta, com os meus fones de ouvido, ouvia essa música e já estava com fé em mim mesmo que iria conseguir.

Ia em direção da bussola, seguindo a ciclovia, na minha, EU IRIA ACHÁ-LO.

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